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Privacidade e seus dados

Esta página explica, sem juridiquês, como a Vittz cuida dos dados que passam pela plataforma — os da sua clínica, os da sua equipe e, principalmente, os dos seus pacientes. A ideia é que você entenda o essencial em poucos minutos.

Este é um resumo. O documento completo e formal é a Política de Privacidade, e é ela que prevalece em caso de divergência.

Aqui existem dois papéis diferentes, e a lei (a LGPD) dá nomes a eles. Entender essa divisão explica quase tudo o que vem depois.

Dos dados dos seus pacientes, quem manda é a clínica. A clínica decide quais informações coleta, para quê usa e por quanto tempo guarda. Na linguagem da LGPD, a clínica é a controladora. A Vittz entra como operadora: nós guardamos e processamos esses dados em nome da clínica, seguindo as instruções dela. Não usamos os dados dos seus pacientes para nada além de fazer a plataforma funcionar para você.

Já dos dados de cadastro da própria clínica e da equipe — a identificação da clínica, os usuários que acessam o sistema e as informações do seu plano — quem é a controladora é a Vittz. Esses dados nós usamos para manter sua conta, dar suporte e cobrar a assinatura.

Depende do que a sua clínica usa. Em linhas gerais:

  • Cadastro da clínica e da equipe — identificação fiscal (CPF ou CNPJ), razão social (quando CNPJ), contatos, e os dados dos profissionais (nome, CPF, registro no conselho, agenda).
  • Cadastro dos pacientes — nome, CPF/RG, contato, endereço, responsável legal (no caso de menores).
  • Dados de saúde (sensíveis) — evoluções clínicas, anamneses, tratamentos, odontogramas, documentos (receitas, atestados, laudos) e gravações de áudio da consulta com transcrição.
  • Agenda e comunicação — agendamentos, lembretes e as conversas de WhatsApp entre clínica e paciente.
  • Financeiro — orçamentos, contas a receber, recibos e cobranças (PIX, boleto, cartão).
  • Segurança e registros — trilha de auditoria, sessões de login e certificados digitais.
  • Uso do produto e suporte — quais telas a equipe usa, que erros aparecem e o conteúdo dos chamados de suporte que vocês abrem.

Nada é tratado sem um motivo legítimo. Em linguagem simples, os principais são:

  • Para prestar o serviço — sem o cadastro do paciente, a agenda e o prontuário, a plataforma não funciona. É o que a lei chama de execução de contrato.
  • Para a clínica cumprir seu papel de saúde — o prontuário e as informações clínicas existem para o cuidado do paciente por um profissional de saúde. É a base específica que a LGPD prevê para dados sensíveis (art. 11).
  • Com consentimento, quando necessário — em alguns momentos pedimos uma autorização específica e destacada do paciente (o consentimento que a LGPD exige para dado de saúde), como antes de gravar e transcrever o áudio da consulta ou ao preencher a anamnese.
  • Para cumprir obrigações e proteger todos — guardar registros de acesso e o prontuário pelo prazo exigido é uma obrigação legal, não uma escolha.

Todo titular de dados tem direito de saber o que é guardado sobre ele e de pedir mudanças. Na prática, você pode pedir:

  • Acesso — saber quais dados existem e como são usados.
  • Correção — ajustar informações incompletas ou erradas.
  • Exclusão — apagar dados, quando não houver obrigação legal de mantê-los.
  • Portabilidade — receber seus dados em formato que dá para levar para outro lugar.
  • Informação sobre compartilhamento — saber com quem os dados são compartilhados.

Como pedir:

  • Se você é paciente, fale com a sua clínica — ela é a dona (controladora) dos seus dados e conduz o pedido.
  • Se você é a clínica e a dúvida é sobre os dados da sua conta na Vittz, ou para acionar nosso encarregado, use o canal [email protected] (encarregado: Pedro Henrique de Almeida e Silva).

Segurança não é promessa — é como o sistema é construído. Alguns cuidados reais:

  • Cada clínica isolada da outra — os dados de uma clínica nunca se misturam com os de outra; toda consulta ao banco filtra pela clínica antes de qualquer coisa.
  • Controle de acesso por função — cada pessoa da equipe só enxerga o que a função dela permite, com permissões granulares por módulo.
  • Trilha de auditoria — registramos quem fez o quê e quando (com o dado sensível ocultado no registro), o que ajuda em qualquer verificação.
  • Certificados e assinaturas protegidos — certificados digitais ficam criptografados, e assinar um documento exige uma confirmação por código no WhatsApp.
  • Criptografia e sanitização — chaves de pagamento e certificados ficam criptografados; todo texto rico é limpo para evitar conteúdo malicioso.
  • Backup diário — uma cópia de segurança automática da base de dados, feita todos os dias e guardada por 7 dias.
  • Consentimento antes de gravar — a gravação de áudio da consulta só acontece depois de um aviso e autorização explícita.
  • Criptografia de ponta a ponta do trajeto — os dados trafegam por conexões protegidas (o cadeado do navegador) e ficam criptografados quando guardados.

Cada tipo de dado tem um prazo, e boa parte deles é definida por lei, não por nós:

  • Prontuário e dados clínicos — 20 anos a partir do último registro, por exigência legal (Lei 13.787/2018) e do conselho de medicina (Res. CFM 1.821/2007). Para clínicas de odontologia, o dever de guarda vem do Código de Ética Odontológica (Res. CFO 118/2012).
  • Trilha de auditoria — 5 anos a contar da data da ação, com limpeza automática depois disso.
  • Após o fim do contrato — os dados sob controle da clínica ficam disponíveis para exportação por 90 dias, e depois são eliminados em até 30 dias (a trilha de auditoria segue o prazo legal).
  • Gravações de sessão do aplicativo — 30 dias, e depois são apagadas automaticamente.
  • Links públicos de anamnese — expiram sozinhos em 72 horas.
  • Links de convite e de assinatura — 7 dias. Verificação de email — 24 horas. Redefinição de senha — 1 hora.
  • Dados financeiros — a clínica costuma mantê-los pelo prazo fiscal/contábil (geralmente 5 a 10 anos no Brasil); a Vittz não apaga sozinha.
  • Cópias de segurança da base de dados — 7 dias, e depois expiram automaticamente.

A Vittz não vende dados. O que existe são parceiros de tecnologia que ajudam a plataforma a funcionar — cada um recebe só o necessário para a função dele:

  • Infraestrutura e banco de dados — para guardar e processar os dados com segurança, incluindo a cópia de segurança diária da base.
  • Armazenamento de arquivos — para guardar os arquivos da plataforma (documentos, imagens, áudios).
  • Envio de emails — para lembretes, recibos e mensagens de suporte.
  • WhatsApp — para as mensagens entre clínica e paciente (lembretes, confirmações).
  • Pagamentos — para gerar cobranças (PIX, boleto, cartão) e a assinatura do plano.
  • Recursos de inteligência artificial — provedores de modelos para a assistente da plataforma, o resumo clínico e a transcrição do áudio da consulta, quando você usa esses recursos; nada disso serve para treinar modelos.
  • Análise de uso e monitoramento — para medir o uso do produto, gravar a sessão da equipe e acompanhar os registros técnicos do servidor, sempre para diagnóstico e suporte.
  • Triagem dos chamados de suporte — quando você abre um chamado, ele passa por uma triagem técnica apoiada em inteligência artificial antes de chegar a uma pessoa. Quem responde é sempre alguém da nossa equipe.
  • Assinatura digital (ICP-Brasil) — para dar validade jurídica aos documentos assinados.

Esta página é um resumo em linguagem simples. Para os detalhes formais, consulte:

  • Política de Privacidade — o documento completo, com todos os dados tratados, parceiros e prazos.
  • Termos de Uso — as regras de uso da plataforma e as responsabilidades de cada parte.